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Rumores no mercado apontam reajuste de 10% no preço do aço. A alta do dólar, sustentada há algumas semanas, além de inibir a importação do aço, pode representar a brecha que as siderúrgicas nacionais estavam esperando para ajustar os preços dos produtos siderúrgicos.

Os rumores do mercado é que as siderúrgicas, que desde o ano passado não conseguem adequar os preços de seus produtos aos custos das matérias-primas e aumentar suas margens de lucros, podem reajustar os preços em até 10% para encomendas dos meses de novembro e dezembro.

A possibilidade de um reajuste de 10% nos preços do aço a partir de novembro foi considerada potencialmente positiva para o setor de siderurgia, segundo a Ativa Corretora. Esse aumento seria possível já que o real sofreu desvalorização de 18% frente ao dólar no último mês.

Para a analista Daniella Maia, o aumento de preços é um ponto crucial para que haja recuperação da rentabilidade do setor no Brasil. Segundo a corretora, a depreciação do real fez com que o preço do aço passasse a ser negociado a mesmos preços ou até mais barato em relação ao importado internalizado, possibilitando assim um aumento dos valores do insumo. “Apesar disso, a incerteza sobre o patamar de fato em que o câmbio irá operar nos próximos meses reduz o nosso nível de confiança sobre se esse reajuste realmente irá ocorrer”, pondera a analista.

A Gerdau pode promover aumentos no preço do aço longo neste trimestre .Na última semana, a Itaú Corretora sediou a 3ª Conferência sobre Commodities, no Rio de Janeiro. Entre as companhias que participaram do evento, estava a Gerdau (GGBR4), que sinalizou o aumento dos preços do aço longo e a chance de uma que uma fatia da companhia seja vendida no primeiro trimestre de 2012.

 

Os preços do aço doméstico poderiam aumentar como resultado da desvalorização do real e da forte demanda doméstica. A Gerdau analisa um aumento de preços potencial ou a redução de descontos, por conta dos preços menores do aço doméstico em relação ao concorrentes internacionais. Os baixos níveis de estoques e o aumento da demanda doméstica neste segundo semestre também contribuem para a decisão de incremento de preço.

Para a equipe da Itaú Corretora a estratégia poderia surtir efeitos já no balanço do quarto trimestre de 2011. No terceiro trimestre, no entanto, os resultados ainda devem permanecer pressionados. Os melhores preços para o aço tendem a ser ofuscados pelo aumento de custos com o carvão de cozinha e a sucata. Por fim, é esperado que a companhia divulgue o guidance do segmento de mineração ao final deste ano.

A empresa espera dar detalhes como o volume de vendas esperadas, os custos de caixa e o capex. “Uma venda potencial de uma fatia para um parceiro estratégico poderia acontecer no primeiro trimestre de 2012″, segundo a Itaú Corretora.

Assim como a Gerdau, a CSN (CSNA3) analisa a implementação do aumento dos preços do aço. A queda dos estoques e a menor atratividade da matéria prima no mercado internacional podem levar a companhia a aumentar os preços em novembro, sinalizou o diretor de relações com o investidor, David Salama, na 3ª Conferência sobre Commodities.

A CSN manteve a projeção de que o volume de minério de ferro atinja entre 29 milhões e 30 milhões de toneladas ao final de 2011 e 33 milhões em 2012. “Nós acreditamos que este objetivo é ligeiramente agressivo e dificilmente será atingido”, diz a equipe da Itaú Corretora. A companhia já investiu 50% do capex total de R$ 1 bilhão projetado para uma planta de aços longos com a capacidade para 500 milhões de toneladas. “Acreditamos que a CSN pode enfrentar dificuldades ao implementar este projeto, já que uma grande parte do equipamento requerido já foi comprado e, se não for usado, pode se deteriorar com o tempo”, avalia a corretora. O projeto deve ser lançado no ano de 2012.(out 2011)Fonte : Metálica.

23 mar 2012 - por - admin
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